O Real Madrid entra no confronto de terça-feira no Santiago Bernabéu após uma derrota por 1-0 para o Betis, sua primeira derrota da temporada, com o gol tardio de Troy Parrott decidindo uma partida ofuscada por um incidente de pênalti nos acréscimos.
O pênalti de Kylian Mbappé, concedido após uma falta em Vinícius Júnior, foi defendido por Álvaro Valles, mas as repetições sugeriram que o defensor do Betis, Marc Bartra, pode ter invadido a área antes da cobrança sem que o VAR ordenasse uma nova cobrança.
"Perdemos para o Betis porque não convertimos nosso jogo ofensivo em gols. Mas em relação ao pênalti, por que não foi rebatido?" disse Mourinho. "É porque o VAR não sabia as regras, ou porque escolheram não intervir? Se não souberam a regra, deveriam ir para casa e não fazer VAR. Se foi deliberado, isso é ainda pior.
"Quero assumir a honestidade e pensar que não sabiam a regra, mas gostaria que as pessoas me respondessem de forma responsável. A outra coisa, não relacionada ao resultado, é por que nosso capitão Vinícius recebeu um cartão amarelo por se aproximar do árbitro para pedir uma explicação, o que ele tem o direito de fazer."
Sobre a mentalidade de sua equipe antes da partida, Mourinho insistiu que o vestiário já havia superado.
"Eu os vi exatamente como gosto de vê-los. Eles estavam devastados no vestiário em Sevilha, e se recuperaram até o treino de domingo. Hoje, completamente normal," disse ele. "Estamos convencidos de que jogamos bem. As chances que perdemos foram uma anomalia. Temos problemas conhecidos, mas é isso -- vamos jogar e competir."
Perguntado se ele se baseia mais em memórias dolorosas da Liga dos Campeões no Bernabéu ou em memórias mais felizes de sua primeira passagem, Mourinho se recusou a se aprofundar em qualquer uma delas.
"Eu perdi uma semifinal nos pênaltis aqui, mas não penso nisso, positivo ou negativo. Eu me vejo como o treinador do Real Madrid com um jogo da Liga dos Campeões amanhã que não é ultra-importante," disse ele, acrescentando que ambos os lados provavelmente avançariam do grupo, independentemente do resultado.
O treinador também se recusou a confirmar sua seleção de meio-campo, com Bernardo Silva, Eduardo Camavinga e Arda Güler todos incapazes de começar juntos.
"Não vou te dizer. O algoritmo decidiu," disse ele. Sobre o atacante adolescente Endrick, que treinou com o time principal pela primeira vez na segunda-feira, Mourinho foi mais aberto: "Ele pode estar pronto para cinco ou dez minutos amanhã. Ele não joga desde Budapeste, então não está em condição para mais, mas temos espaço no banco para ele em um papel ofensivo."
Perguntado sobre enfrentar o ex-jogador Cristian Chivu, agora treinador do Inter, Mourinho rejeitou sugestões de qualquer desavença.
"Ele foi meu jogador, trabalhamos juntos, passamos por coisas boas e ruins juntos," disse ele. "Com quem você falou para saber se eu tenho um relacionamento ruim com ele?"
