Falando em uma prévia de uma próxima entrevista da France Football, divulgada no mesmo dia em que enfrentou a mídia em Madrid, o atacante do Real Madrid fez uma forte reivindicação ao prêmio que será apresentado em Londres no dia 26 de outubro.
"Eu tenho a sensação de que posso ganhá-lo este ano, então não me afastei disso", disse Mbappé, deixando claro que o Ballon d'Or continua sendo uma de suas prioridades "a curto prazo."
O francês construiu seu caso em torno da natureza individual do troféu, rebatendo críticos que apontam para sua falta de troféus coletivos na última temporada.
"É um prêmio individual. O que é julgado é o que o jogador fez individualmente", argumentou. "As pessoas dizem que eu não ganhei troféus, mas eu nunca vi um Ballon d'Or unânime que satisfizesse a todos a cada vez. Não sei se alguém já ganhou com 100% dos votos. Isso significa que sempre há alguém que acha que você não mereceu."
Seu argumento central repousa em suas façanhas na Copa do Mundo, onde ele terminou como o artilheiro do torneio e ganhou a Chuteira de Ouro, tornando-se o maior goleador da competição de todos os tempos no processo.
"Ser o artilheiro da história da Copa do Mundo, superando todas as grandes lendas do esporte no torneio mais importante que existe, é algo que queima na sua retina, um evento global", disse ele. "Terminar como o artilheiro nas competições mais importantes, onde jogam os melhores jogadores do mundo, importa. A história deve sempre ser recompensada."
Mbappé não se mostrou arrogante, reconhecendo que outros podem ver as coisas de maneira diferente.
"Em quem eu voto? Em mim mesmo", admitiu. "Mas eu posso entender pessoas que votam de forma diferente -- não estamos vivendo sob uma ditadura do pensamento. Quando olho para os argumentos, quando olho para a competição, digo a mim mesmo que não seria um roubo" se ele ganhasse.
Seus comentários chegam enquanto a France Football se prepara para revelar na terça-feira a lista dos 30 finalistas para a 70ª edição do prêmio, em um ano sem um favorito claro. O período de votação vai até 19 de julho, dia em que a Espanha foi coroada campeã mundial após vencer a Argentina na final, com Rodri nomeado o melhor jogador do torneio -- tornando o meio-campista do Manchester City um dos rivais mais sérios de Mbappé para o prêmio.
O caso de Mbappé carrega uma fraqueza óbvia: nem o Real Madrid, que terminou a última temporada sem um grande troféu, nem a França, que ficou aquém na Copa do Mundo, lhe deram o sucesso coletivo que muitas vezes se mostrou decisivo na história recente do prêmio, uma lacuna que seu recorde de gols agora terá que superar.
