O atacante de 34 anos encerra sua carreira como o maior artilheiro da história da seleção masculina brasileira, com 80 gols em 129 partidas.
Neymar apareceu duas vezes na Copa do Mundo de 2026, marcando de pênalti nos minutos finais do que se provou ser sua última participação internacional.
Mas seu pênalti tardio não pôde salvar o Brasil de sua eliminação mais precoce na Copa do Mundo desde 1966.
Neymar havia insinuado várias vezes ao longo do último ano que jogaria sua última partida pela Seleção neste torneio, e foi relatado na mídia brasileira na noite de domingo que ele havia encerrado sua carreira.
O ponta se emocionou ao final da partida, após ter rido na cara do goleiro da Noruega, Orjan Nyland, depois de converter seu pênalti.
Carlo Ancelotti convocou Neymar para a seleção brasileira para sua quarta Copa do Mundo após uma pausa de três anos na seleção, oferecendo ao atacante uma última oportunidade de vencer o torneio.
Mas o gol de Erling Haaland acabou com esse sonho, com o atacante do Manchester City marcando duas vezes na vitória da Noruega por 2-1.
O técnico do Brasil, Ancelotti, insistiu que não vai desistir, apesar de sua equipe ter sido dominada na posse de bola pela Noruega e ter sofrido dois gols tardios de Haaland.
Ancelotti disse que a derrota foi "amarga" para o Brasil, mas insistiu que queria supervisionar a reconstrução que agora era necessária, após o que também foi a última aparição do Brasil para Casemiro.
"Enquanto eu estiver apaixonado, quero continuar fazendo este trabalho," disse Ancelotti.
"Temos que pensar sobre isso. É muito evidente que no meio-campo precisamos mover alguns jogadores. Precisamos de alguns talentos jovens. Precisamos de alguns jogadores de alto nível entrando no futebol brasileiro para poderem jogar pela seleção no futuro.
"Continuamos a fazer nossos trabalhos e buscar novas ideias, a mesma coisa que fizemos este ano. Isso é futebol para você. Isso é esporte.
"Às vezes você tem que gerenciar a tristeza e o gosto amargo de uma derrota. Estou muito acostumado a isso. Vamos pegar essa derrota e usá-la como combustível para o novo ciclo."
Um dos momentos decisivos do jogo foi a cobrança de pênalti perdida por Bruno Guimarães no primeiro tempo, mas Ancelotti defendeu a decisão de permitir que ele, em vez de Vinicius Junior, que passou a bola para Guimarães, cobrasse a penalidade.
"Fizemos estatísticas. A melhor pessoa seria Neymar e depois Raphinha e depois Bruno Guimarães e depois Bruno, Martinelli. Então escolhemos Bruno Guimarães porque sentimos que ele seria o melhor," disse Ancelotti.
O italiano também explicou a abordagem de sua equipe ao enfrentar a Noruega, que dominou a posse de bola e completou 617 passes contra 271 do Brasil.
"Sabíamos que eles poderiam jogar com esse estilo e não queríamos pressionar alto," disse Ancelotti. "Porque a Noruega estava trancando seu campo defensivo, aplicar muita pressão era um risco."
Ancelotti também defendeu suas substituições, incluindo a entrada do atacante do Lyon, Endrick, que perdeu uma grande chance no segundo tempo.
"Endrick entrou para dar muito mais profundidade ao jogo," disse ele. "Isso funcionou por um ou dois minutos e depois, para trazer qualidade ao terço final, trouxemos Neymar, com Endrick pela direita. Então trocamos Bruno porque ele estava cansado, então pernas frescas no meio-campo."
A reconstrução do Brasil agora começa a sério, com o contrato de Ancelotti válido até 2030 e o treinador afirmando que é o homem certo para liderar a próxima geração.
