Maldini, que passou 17 dias como diretor técnico da federação italiana antes de renunciar em julho, deu um relato detalhado sobre a abordagem a Guardiola em uma entrevista ao Corriere della Sera.
"Nós o visitamos em Barcelona, almoçamos juntos e conversamos o dia todo. Ele ficou muito impressionado. Estava perto de dizer sim. Ele até começou a esboçar escalações no papel," disse Maldini.
De acordo com Maldini, não foram as exigências financeiras que, em última análise, afastaram Guardiola do trabalho, mas o desgaste de mais de uma década no futebol inglês.
"Guardiola teve dez anos extenuantes na Premier League. Ele fez uma cirurgia nas costas e quer descansar. Mas foi uma discussão muito séria. Analisamos os elencos, do nível Sub-17 para cima." Guardiola, que deixou o Manchester City neste verão, entende-se que deseja focar em sua vida privada por enquanto, em vez de entrar diretamente na gestão internacional.
Maldini e seu assessor Leonardo também abordaram Carlo Ancelotti antes de se voltarem para Guardiola, mas o treinador da seleção brasileira também recusou a oportunidade de assumir o comando para o próximo ciclo de quatro anos, optando por permanecer com a Seleção.
Com ambos os candidatos preferidos indisponíveis, a escolha de Maldini recaiu sobre Andrea Pirlo, seu ex-companheiro de Milan, que estava supostamente perto de assinar um contrato de quatro anos no valor de cerca de €1,5 milhão por temporada. Mas quando o presidente da FIGC, Giovanni Malagò, rejeitou essa proposta, em meio a controvérsias sobre os laços passados de Pirlo com uma empresa de apostas russa e o acordo de patrocínio da Fonbet, Maldini e Leonardo ambos renunciaram a seus cargos, pouco mais de duas semanas após serem nomeados.
Maldini insistiu que não havia nada que legalmente impedisse a nomeação de Pirlo, descrevendo a reação como exagerada.
Roberto Mancini foi desde então apresentado como o novo treinador da Itália, retornando ao cargo três anos após sua saída contenciosa da seleção nacional, com os Azzurri agora trabalhando para se reconstruir antes do próximo ciclo da Copa do Mundo, após sua falha em alcançar o torneio deste verão na América do Norte.
