Pulisic atualmente ganha €4 milhões líquidos anualmente sob um contrato que expira em junho de 2027, com o Milan tendo a opção de estendê-lo por mais um ano até 2028.
La Gazzetta dello Sport relatou que o clube, sob a direção do proprietário Gerry Cardinale, que pretende assumir um papel mais ativo nesses assuntos, não chegará perto da demanda de €8 milhões -- o que dobraria seu salário atual.
O impasse reflete uma segunda metade da temporada difícil para o internacional dos Estados Unidos de 27 anos. Pulisic conduziu o ataque do AC Milan de forma impressionante no outono, marcando oito gols em 12 aparições na liga até dezembro, mas sua produção caiu drasticamente no Ano Novo, à medida que problemas físicos -- supostamente incluindo bursite crônica -- interromperam seu ritmo por longos períodos da campanha.
A visão interna do Milan é que a forma de Pulisic na segunda metade não justifica esse nível de compromisso financeiro. A posição do clube é que um novo treinador deve primeiro ter a oportunidade de trabalhar com ele e restaurá-lo à forma que o tornou um ativo tão valioso nos meses iniciais da temporada.
As conversas estão paradas há algum tempo. As discussões sobre o contrato começaram de forma séria durante a primeira metade de 2025, mas estagnaram sem resolução. Nenhum dos lados declarou publicamente o desejo de se separar, embora a diferença salarial seja substancial o suficiente para tornar uma saída neste verão um resultado realista.
Em 134 aparições pelo Milan, Pulisic marcou 42 gols -- um retorno significativo que sublinha o quão importante ele tem sido para o clube em circunstâncias normais. Seus 84 jogos e 32 gols pela seleção dos Estados Unidos o tornam a figura de destaque em um elenco que se prepara para uma Copa do Mundo em casa.
Se a perspectiva de trabalhar sob um novo treinador -- com Mauricio Pochettino disponível após o torneio e já vinculado à vaga -- muda o cálculo comercial, ainda está para ser visto.
