Três gols nos primeiros 11 minutos decidiram a partida no Bernabéu, e Funes foi franco em sua avaliação dos danos.
"Eles pressionaram e foram melhores do que nós naquele período do primeiro tempo. Eles são capazes de fazer a diferença e nos puniram duramente," disse ele, embora sentisse que sua equipe respondeu bem após o intervalo, reorganizando sua pressão e jogando mais adiantada no campo.
"Ou você está no seu melhor contra um time como esse, ou a punição é severa."
Funes teve cuidado para não deixar o resultado no Bernabéu, após uma viagem anterior ao Metropolitano, desviar a perspectiva mais ampla de sua equipe.
"Eu já avisei que isso seria uma maratona, não um sprint," disse ele, pedindo estabilidade emocional e instando seu elenco a focar na visita do Levante a seguir.
"Temos que fechar esta porta e abrir a do Levante com empolgação."
Mesmo assim, ele admitiu que não encontrou conforto no placar, dado o quanto o apoio dos viajantes esperava.
"Você não sai feliz com uma derrota, mesmo sabendo da dificuldade dela," disse ele, apontando para a falta de ousadia com a bola como a principal lição tática. "Quando tivemos a bola, nos faltou a ousadia que mostramos em outros momentos," disse ele, pedindo que sua equipe fosse mais agressiva no terço final e evitasse se tornar "medrosa" ou "uma equipe plana."
Mourinho, por outro lado, permitiu-se satisfação com a terceira vitória consecutiva, enquanto deixava claro que vê o início do clube como o começo de um processo mais longo, em vez de um produto finalizado.
"O segundo tempo foi mais sobre gerenciamento de jogo, um ritmo mais lento - o Málaga teve mais conforto com a bola, mas toda vez que aceleramos, a sensação era sempre de que mais um ou dois gols estavam ali," disse ele. "Manter a defesa invicta era um objetivo - você não pode sempre atacar com agressividade, às vezes o adversário vem e você tem que defender bem. Três pontos importantes."
O português explicou sua abordagem à rotação de elenco, com mudanças planejadas antes da visita do Real Sociedad na quarta-feira, e elogiou a contribuição de Eduardo Camavinga, "um garoto que não é amado o suficiente" mas que teve uma excelente atuação.
Sobre a contratação de verão Yan Diomandé, que ainda está se adaptando após uma transferência de alto valor, Mourinho pediu paciência: "Normalmente, quando um jogador custa tanto dinheiro, você espera que ele chegue e exploda imediatamente. Mas ele é muito jovem, e precisamos ser calmos. Ele está indo muito bem, mas pouco a pouco."
Questionado sobre o desenvolvimento de Dean Huijsen, ele apontou para a solidez defensiva em vez do talento técnico como prioridade, elogiando a crescente convicção de seu zagueiro central, enquanto alertava que a adversidade eventualmente testaria o grupo.
"Um momento ruim vai chegar. Um jogador importante vai se machucar, críticas vão surgir, derrotas vão acontecer. É quando temos que tirar toda a força da equipe que estamos construindo."
