Essa foi David Moyes em plena forma — e Mick Rathbone nunca vai esquecer.
“Ele tem todos os ingredientes certos,” Rathbone disse ao Football Presse. “Ele é um cara extremamente legal. Ele provavelmente não gostaria que eu dissesse isso. Ele gosta de ser duro e severo. Mas qualquer um que o conhece tão bem quanto eu — ele é um cara fantástico.”
Mas ser legal não significa ser mole.
Rathbone se lembra do dia mais difícil da pré-temporada — a temida sessão final. Corridas em formato de ferradura. No máximo. Sessenta segundos. Calor escaldante.
“Era o último dia da pré-temporada. Às vezes fazíamos seis, às vezes sete. Os garotos estavam no chão. Alguns estavam enjoados. Estávamos todos esperando por ‘Isso é suficiente, rapazes,’ ou o temido ‘Mais uma.’”
Moyes não piscou.
“Ele diz, ‘Mais uma.’”
Foi então que o homem da ciência do esporte correu até ele, olhando para sua tela de telemetria.
“Ele estava dizendo, ‘David, David — nada mais. Demais. As taxas de batimentos cardíacos deles estão disparadas.’”
A resposta de Moyes?
“David se virou para ele e disse, ‘Eu não dou a mínima para esses dados de batimento cardíaco. Eu não me importo com suas máquinas sofisticadas. Eu quero ver o homem que consegue limpar o vômito do peito, entrar na linha, e me ajudar a fazer mais uma — porque eu vou para o Chelsea em duas semanas e eles são os caras que eu quero no meu ônibus.’”
Rathbone sorri ao se lembrar.
“Isto não é sobre fisiologia. Isso é sobre coração.”
E isso, ele diz, é pura essência Moyes.