O Japão assumiu a liderança com Kaishu Sano aos 29 minutos, aproveitando um passe descuidado, e manteve a vantagem até o segundo tempo, quando Casemiro marcou de cabeça aos 56 minutos para empatar. Vinícius Júnior acertou a trave antes de Martinelli -- que entrou do banco -- dar o toque decisivo nos acréscimos, assistido por Bruno Guimarães, para colocar a bola no fundo da rede, além do goleiro.
Martinelli estava emocionado depois, falando sobre o gol e o que significou poder contribuir para a seleção nacional.
"Não consigo encontrar palavras para descrever a alegria no meu coração," disse ele. "Ver todos aqueles fãs de pé, meus pais, meus amigos... não consigo explicar. Depois de acertar a trave, sabia que teria outra chance. Honestamente, não tenho palavras. Estou apenas feliz por ter podido ajudar a equipe, seja jogando pela esquerda ou pelo meio. O mais importante é ajudar a equipe."
Ancelotti foi ponderado em sua avaliação, detalhando seu pensamento durante um segundo tempo tenso.
"Não perdemos a paciência, tivemos muitos recursos em campo e no banco," disse Ancelotti. "O Japão não é um adversário fácil, é muito organizado e intenso. Eu estava guardando Neymar para a prorrogação. Ele entraria em campo no minuto 105 se não tivéssemos marcado o segundo gol. Eu não queria mudar a estrutura porque a equipe estava jogando bem."
O Brasil avança para as oitavas de final, onde enfrentará o vencedor de Noruega contra Costa do Marfim. O Japão, que fez uma apresentação disciplinada e organizada, sai após chegar agonizantemente perto de uma das grandes surpresas da Copa do Mundo.
