O jovem de 19 anos sofreu uma lesão de grau quatro na coxa -- descrita por fontes médicas como uma ruptura muscular quase total -- durante a derrota do Chelsea por 1 a 0 na Premier League para o Manchester United em 18 de abril. Foi seu segundo problema na coxa da temporada e sua quinta ausência por lesão no total.
O que se seguiu foi uma negociação de semanas entre o clube e o jogador sobre a abordagem do tratamento. O Chelsea inicialmente favoreceu a cirurgia. Estêvão e aqueles mais próximos a ele se opuseram, optando por um tratamento conservador na crença de que oferecia uma pequena chance de integrar a seleção do Brasil para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México neste verão.
O compromisso foi um período de reabilitação no Palmeiras, o clube em São Paulo onde Estêvão se desenvolveu antes de se juntar ao Chelsea por £29 milhões no verão passado. O ambiente familiar, a proximidade da família e o acesso a instalações de primeira classe tornaram-no uma base lógica -- e a equipe médica do Brasil monitorou seu progresso durante todo o tempo, mantendo uma esperança cautelosa.
Essa esperança agora se foi. O treinador do Brasil, Carlo Ancelotti, deixou Estêvão de fora da lista preliminar de 55 jogadores enviada no início desta semana, encerrando qualquer dúvida persistente sobre o resultado. O jogador que havia sido descrito como uma certeza para os planos de Ancelotti -- tendo marcado quatro gols em suas últimas quatro aparições pela seleção brasileira -- se junta a Éder Militão e Rodrygo na lista de ausências importantes afastadas por lesão.
O Chelsea irá reavaliar Estêvão em Londres nos próximos 15 dias antes de decidir sobre a próxima fase de seu programa de recuperação e sua localização. O clube não confirmou se a cirurgia será agora reconsiderada como uma opção, ou se a abordagem conservadora continuará.