Três jogos na era de Xabi Alonso em Stamford Bridge, o brasileiro disse a pessoas próximas que não espera ver muito tempo de jogo sob o comando do espanhol, que chegou ao Chelsea neste verão após um curto e difícil período à frente do Real Madrid.
As preocupações de Estêvão vêm após um final frustrante da última temporada, quando uma lesão na coxa sofrida em abril o manteve fora da reta final e lhe custou um lugar na Copa do Mundo.
Seus minutos até agora sob o novo treinador pouco ajudaram a aliviar esses medos. Ele entrou nos últimos sete minutos da derrota na abertura da temporada para o Fulham, depois começou o jogo da Copa da Liga do Chelsea contra o Luton Town -- uma partida que os clubes ingleses tradicionalmente usam para rodar seus elencos -- antes de não deixar o banco em absoluto na vitória por 4-3 sobre o Brighton.
A competição por lugares na linha de ataque do Chelsea é intensa.
Estêvão se sente mais confortável jogando pelo meio do ataque, mas esse papel atualmente parece pertencer a Cole Palmer, o número 10 do clube, ou Morgan Rogers, de longe a contratação mais cara do Chelsea na janela de transferências.
Uma alternativa seria desafiar Pedro Neto pela posição de ala direita no sistema de Alonso, mas entende-se que o brasileiro reluta em seguir esse caminho, em parte porque acredita que isso exigiria que ele adicionasse massa muscular de uma forma que poderia custar a mobilidade central ao seu jogo.
Pessoas próximas a Estêvão dizem que ele ainda tem carinho pelo clube e quer ficar, mas que sua posição pode mudar se continuar a encontrar oportunidades limitadas na primeira metade da temporada, potencialmente abrindo a porta para uma transferência quando a janela de inverno europeu abrir em janeiro.
Ele chegou ao Chelsea vindo do Palmeiras por uma taxa de €61,5 milhões em um negócio que fez manchetes em todo o futebol brasileiro, e já fez 38 aparições pelo clube, contribuindo com oito gols e três assistências.
Os gastos do Chelsea neste verão apenas aumentaram a sensação de competição que Estêvão enfrenta agora. Rogers chegou do Aston Villa como a principal adição ofensiva do clube, enquanto a emergência do sistema preferido de Alonso -- construído em torno de Palmer centralmente e Neto pela direita -- deixou poucas aberturas óbvias para um jogador que deseja operar pelo coração do campo. Como Alonso gerencia essa profundidade de elenco nos próximos meses pode ser decisivo para saber se Estêvão completará a temporada em Stamford Bridge.
