O atacante do Real Madrid, falando na Cazé TV, descreveu a preparação de Endrick para o torneio com tanto afeto quanto um grau de exasperação.
"Endrick estava me deixando louco," ele disse. "Ele estava me escrevendo todos os dias dizendo que estava nervoso. Eu disse a ele para se acalmar, que tudo ia dar certo. Ele fez isso. Uma Copa do Mundo aos 19 não é para qualquer um. Ele até veio aqui depois e disse que tínhamos que celebrar."
Endrick, que faz 19 anos durante o torneio, foi incluído pela primeira vez na seleção do treinador Carlo Ancelotti em uma Copa do Mundo. Após um empréstimo bem-sucedido ao Lyon pelo Real Madrid, ele já foi apontado como um dos potenciais jogadores em destaque do torneio.
O reencontro com Neymar carrega um peso diferente.
Vinícius e Neymar se sobrepuseram na seleção brasileira por vários anos antes que a carreira do atacante do Santos fosse prejudicada por uma grave lesão no joelho que o afastou da Copa do Mundo de 2022 e, efetivamente, da maior parte dos três anos subsequentes. O retorno de Neymar à seleção sob Ancelotti -- com quem jogou no Real Madrid em 2013 -- é uma das histórias mais carregadas emocionalmente à medida que o torneio se aproxima.
"Neymar é nosso ídolo," disse Vinícius. "Eu sempre tive um enorme carinho por ele e ele sempre me defendeu muito. Após cada convocação, Neymar dizia para mim: 'Droga, Ancelotti não me levou de novo, estou realmente triste.' Mas eu sempre disse a ele que o velho confiava nele e que quando seu momento chegasse, ele levaria o Ney."
Ele descreveu o quanto Neymar apoiou a geração mais jovem durante suas primeiras carreiras internacionais -- o apoio moral, o incentivo, a presença constante mesmo quando sua própria participação era limitada.
"Nós sempre nos dávamos muita moral. Poder jogar com ele novamente será uma honra. E, se Deus quiser, que seja a última dança maravilhosa."
O Brasil está no Grupo E ao lado de Espanha, Dinamarca e Marrocos. Seu jogo de abertura é contra Marrocos em Los Angeles no dia 15 de junho.