Falando em sua sede de campanha, Riquelme disse: "Estou pedindo às pessoas que o resultado dessas eleições seja a mensagem mais clara possível -- o Real Madrid não está à venda. Esta deve ser a maior mobilização da nossa história. Essas eleições não são mais uma eleição normal. Elas são um referendo sobre vender o clube ou não."
A intervenção foi uma resposta direta a uma entrevista que Pérez deu ao El País, na qual o atual presidente de 79 anos delineou uma proposta para conceder "propriedade econômica" aos aproximadamente 100.000 membros do clube, vendendo uma participação minoritária de cerca de cinco por cento a um investidor externo.
Pérez argumentou que a medida estabeleceria o valor de mercado do clube -- um número que ele acredita ser significativamente subestimado pela Forbes -- e que não concederia ao comprador nenhum poder de decisão.
Riquelme contestou completamente essa formulação.
"Ele está claramente dizendo que vai privatizar o clube. O clube deve ser 100 por cento propriedade de seus membros." Ele anunciou que visitaria um cartório esta semana para se comprometer formalmente, por escrito, que nunca venderia o clube, e convidou Pérez a se juntar a ele.
Seu tom sobre Pérez, o homem, foi moderado, mas sobre essa questão específica não foi.
"Ele tem sido um grande presidente, mas isso não lhe dá o direito de vender o clube. Ele cruzou uma linha vermelha."
Riquelme e Pérez estavam ambos presentes em uma partida do time feminino do Real Madrid na manhã de domingo -- um lembrete da proximidade da campanha em seus dias finais.
Pérez enquadrou a eleição em si como uma resposta ao que ele descreveu como "manobras organizadas" da equipe de Riquelme, e se referiu à operação de seu rival como uma "união de interesses." Riquelme rejeitou essa caracterização como parte de um padrão mais amplo de desvio.
A eleição no sábado será a primeira votação presidencial contestada no Real Madrid em 20 anos.
