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O Real Madrid chamou Zidane em dezembro -- mas a França foi antes

·Por Paul Lindisfarne
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O Real Madrid abordou Zinedine Zidane sobre a possibilidade de retornar como treinador pela terceira vez em dezembro, apenas para ser informado de que ele já havia se comprometido a assumir a seleção francesa.

De acordo com AS, Florentino Pérez fez pessoalmente a ligação para Zidane nos dias anteriores à saída de Xabi Alonso, em um momento em que já estava claro que a passagem de Alonso não sobreviveria por muito mais tempo.

A intenção era trazer o treinador tricampeão da Liga dos Campeões de volta ao Santiago Bernabéu, onde ele já havia treinado de 2016 a 2018 e novamente de 2019 a 2021, conquistando 11 troféus em ambas as passagens.

Zidane recusou. Sua razão foi simples: ele já havia dado sua palavra à Fédération Française de Football de que sucederia Didier Deschamps após a Copa do Mundo de 2026 neste verão. Com esse compromisso já assumido, um retorno à gestão de clubes -- mesmo no Real Madrid -- não era algo que ele estava disposto a honrar.

O AS observou que a ligação chegou um pouco tarde demais, implicando que, se a abordagem tivesse chegado mais cedo, antes de Zidane finalizar seu acordo com a FFF, a resposta poderia ter sido diferente.

O veículo descreveu a visão de longo prazo de Zidane sobre seu futuro como operando entre dois cenários possíveis apenas -- a seleção nacional da França ou um retorno ao Real Madrid -- e que ele havia recusado inúmeras outras ofertas nos últimos cinco anos para manter ambas as opções em aberto.

Com Zidane indisponível, Pérez nomeou Álvaro Arbeloa, o ex-defensor do Real Madrid que estava gerenciando o time B, como treinador interino. Arbeloa não estará no comando na próxima temporada.

A busca por um treinador continua. Jose Mourinho, Mauricio Pochettino, Unai Emery e Lionel Scaloni foram todos mencionados, embora Mourinho tenha negado esta semana que qualquer contato tenha ocorrido. A candidatura de Klopp, que havia atraído atenção significativa, parece ter caído por terra.

Para o Real Madrid, a questão de quem herdará um dos empregos mais exigentes do futebol permanece sem resposta -- e o homem que conquistou o cargo três vezes parece destinado a passar seu futuro em outro lugar.