O diretor esportivo geral do Espanyol falou ao programa Pericos da Radio Marca na terça-feira, dias antes da equipe de Manolo González iniciar sua campanha na LaLiga contra o Levante, e fez uma avaliação franca de um elenco que, segundo ele, ainda precisa de reforços.
"O elenco está em algum lugar entre 70 e 75 por cento de sua forma final. Pelo menos dois ou três jogadores a mais precisam chegar," disse Monchi, enfatizando que o Espanyol não se apressaria em pagar além do necessário. "Nem tudo pode ser controlado. O que não vamos fazer é pagar demais por desespero."
Perguntado se ainda havia espaço para operar dentro das finanças do clube, ele confirmou que sim, se não o suficiente para grandes contratações.
"Ainda há alguma margem, não o suficiente para soltar fogos de artifício, mas há margem, por isso estamos falando sobre novas contratações."
Monchi também abordou jogadores cujos futuros permanecem indefinidos, deixando claro que qualquer um que ainda estiver no clube quando a janela fechar será tratado como um membro completo do elenco, em vez de uma figura periférica.
"Se chegar a 31 de agosto ou 1 de setembro e eles ainda estiverem aqui, então serão respeitados e serão jogadores do elenco como qualquer outro, e trabalharemos com eles."
Sobre a possibilidade de trazer um substituto para o lesionado Kike García, ele deixou a porta aberta sem sugerir que o atacante seria substituído completamente.
"Isso pode acontecer, mas sem empurrá-lo para fora, obviamente."
Ele foi mais desdenhoso em relação a relatos recentes ligando o Espanyol a Jeremy Arévalo, dizendo que o clube estava ciente do jogador, mas não o estava perseguindo ativamente.
"Ele é um jogador que nossa gestão esportiva conhece, obviamente, mas não é um jogador que temos em mente no momento."
Perguntado sobre a cláusula de rescisão de Marcos Fernández, Monchi foi direto: o valor não mudaria independentemente da pressão externa.
"Marcos tem uma cláusula. É isso. E seja o que for, é. Não precisamos aumentar seu salário ou fazer mais nada. A cláusula de Marcos é a cláusula de Marcos."
Ele foi igualmente cauteloso sobre o interesse em Felix Uduokhai, um jogador que ele conhece desde o tempo do alemão na Bundesliga, mas não é um que esteja sob séria consideração.
"Felix é um bom jogador, eu o conheço desde quando ele jogou na Alemanha, mas, novamente, ele é apenas mais um nome entre os milhares que nos dizem todos os dias que vamos contratar."
Sobre as críticas direcionadas ao treinador Manolo González durante a pré-temporada, Monchi pediu perspectiva: "Às vezes nos deixamos levar pelas redes sociais, e não é tanto o barulho, mas a realidade."
Ele também abordou seu próprio período de adaptação desde que chegou ao clube, descrevendo-o como tranquilo em nível pessoal, e elogiou seu relacionamento de trabalho com o proprietário Alan Pace.
"O que eu esperava é o que está acontecendo. Uma linha contínua de comunicação, completamente direta, e estou muito feliz."
