O anúncio, feito na sede da FFF em Paris e transmitido simultaneamente na TF1, marca a seleção final do elenco durante o mandato de Deschamps. O homem de 57 anos confirmou no início deste ano que deixará o cargo após o torneio.
Sobre o meio-campista do Real Madrid, Camavinga, 23, que participou da campanha da França até a final no Catar em 2022, Deschamps foi direto.
"Ele vem de uma temporada difícil, na qual jogou menos devido a lesões. Ele ainda é jovem. Tenho decisões a tomar, uma estrutura de elenco a gerenciar. Mas posso imaginar sua decepção esta noite."
Sobre a filosofia de seleção mais ampla.
"É um grupo. Não necessariamente os melhores 26. É uma montagem equilibrada. Alguns jogadores não jogarão, outros pouco. O objetivo é não perder ninguém. Qualidades humanas são necessárias para um torneio como este."
N'Golo Kanté, 35, que joga pelo Fenerbahçe na Turquia, foi selecionado à frente de Camavinga, uma escolha que gerou debate imediato. Deschamps defendeu sem hesitação.
"Os critérios esportivos são sempre importantes. Na Arábia Saudita ele ainda foi muito bom, e continua sendo na Turquia. Com sua experiência. Ele acorda com um sorriso, ao meio-dia também, à noite também. Ele é radiante. Tudo vai bem para ele o tempo todo."
O zagueiro do Crystal Palace, Maxence Lacroix, conquistou um lugar no grupo defensivo, enquanto Rayan Cherki foi incluído após uma temporada de destaque na Premier League com o Manchester City. Randal Kolo Muani foi outra omissão de alto perfil, seu único gol na Premier League em 25 aparições por empréstimo no Tottenham Hotspur tornando a decisão simples.
A França está no Grupo I e estreia contra o Senegal em 16 de junho no MetLife Stadium, antes de enfrentar o Iraque na Filadélfia em 22 de junho e a Noruega em Boston em 26 de junho. Seu elenco completo: Maignan, Samba, Risser; Digne, Gusto, Lucas Hernández, Theo Hernández, Konaté, Koundé, Lacroix, Saliba, Upamecano; Kanté, Koné, Rabiot, Tchouaméni, Zaïre-Emery; Akliouche, Barcola, Cherki, Dembélé, Doué, Mateta, Mbappé, Olise, Thuram.
Sobre seus próprios próximos passos, Deschamps se permitiu especular.
"Tenho o privilégio de poder escolher no futuro. Gerenciar outra seleção nacional? Não me proíbo de nada. Outro clube? Não me proíbo de nada. Essas fazem parte das opções que podem se apresentar."
Zidane é amplamente esperado para sucedê-lo, embora nenhum anúncio tenha sido feito.