Falando na emissora suíça RSI Sport, os dois ex-jogadores da Serie A reagiram à decisão do meio-campista do Cagliari, de 20 anos, de representar a Itália em vez da Suíça. Romano, que usa a camisa número 4 no Cagliari, foi convocado por Roberto Mancini para os próximos jogos da Liga das Nações da Itália.
Behrami não segurou as palavras.
"Foi um enorme caso de dormir no trabalho, em todos os aspectos. Há dois anos tentamos trazer Romano para o Watford a todo custo, mas a Roma se importava demais em mantê-lo.
"Todos sabiam o quão forte ele era. Todos. Este garoto teria segurado o meio-campo da Suíça por 10 anos."
Ele foi igualmente crítico em relação à maneira como a federação suíça lidou com a situação.
"O erro é sério, não entendo como eles operam na federação. Você não pode aparecer no estádio na primeira vez que ele marca: não funciona assim, o jogador não fica satisfeito. Não temos um grande número de opções, é sério."
Džemaili compartilhou da mesma opinião.
"Nossa seleção estava adormecida. Você podia ver por anos quão forte ele era. Em janeiro, quando ele foi para o Spezia, escrevi para Donadoni 'você tem um bom jogador'. A escolha dele deve ser respeitada, mas deveríamos ter feito tudo para mantê-lo."
Romano nasceu em Winterthur em 17 de junho de 2006, filho de pais italianos, e seu pai Umberto jogou por anos na Suíça, incluindo pela seleção sub-21.
Com Granit Xhaka entre seus modelos, o meio-campista passou por todas as seleções de base da Suíça, do sub-16 ao sub-20, capitaneando os sub-19. A federação suíça contabiliza 34 aparições internacionais juvenis para ele. Ele se mudou para a Itália em 2022 para se juntar à academia da Roma, passou a segunda metade da última temporada emprestado ao Spezia e assinou com o Cagliari neste verão.
Suas primeiras semanas na Serie A chamaram a atenção nacional, notavelmente com um belo gol contra o Parma. A reclamação de Behrami sobre o momento da abordagem da Suíça ecoa relatos na Itália de que o técnico da seleção nacional, Murat Yakin, só viajou para vê-lo após aquele gol, enquanto Mancini se adiantou, perguntando ao presidente do Cagliari, Tommaso Giulini, sobre o jogador após o final de semana de abertura.
A FIFA aprovou sua mudança de nacionalidade esportiva em 10 de setembro, liberando-o para jogar pela Itália, e Mancini deixou claro que está preparado para olhar para jogadores com dupla cidadania, como fez com Mateo Retegui durante sua passagem anterior no comando da Azzurri.
Para a Suíça, a perda dói ainda mais, dado que, como Behrami observou, o país não tem um suprimento ilimitado de talentos no meio-campo.
